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domingo, 3 de julho de 2011

O tradicionalismo do Augusto

Eu ia começar este post falando que ele não teria tantas fotos quanto eu gostaria. Porém, sempre que vou escrever sobre um local, dou um google para saber se o estabelecimento tem site, e não é que o Restaurante Augusto tem um site bem legal? É um daqueles sites padrões da Pacta que várias empresas de Santa Maria têm, então não é nenhuma novidade, mas o conteúdo é mara!

Pelo site pude saber a história do restaurante, que por sinal existe desde 1968 (!). Uma curiosidade é que o senhor Augusto é português e veio para o Brasil com 21 anos de idade trabalhar no restaurante do pai, que é também super conhecido na cidade, o Vera Cruz! Alguém sabia disso? Eu juro que não sabia e fiquei surpresa ao ler esta informação, achei legal :)

O salão pouco mudou no decorrer dos mais de 40 anos de funcionamento e inúmeras pessoas passaram por lá, incluindo várias celebrities. No site tem uma galeria de fotos curiosa, lotada de políticos, e um livro de visitas com mensagens deixadas por pessoas variadas. Pelo que entendi, qualquer um pode escrever um recado. Democrático, não?

Sou frequentadora assídua desde o ano passado e após ir tantas vezes lá, tenho meus pratos preferidos. Com certeza o combo couvert + salada caesar + massa à carbonara + torta de sorvete de chocolate com calda de chocolate é uma ótima pedida.

O couvert é super necessário para dar início a uma refeição no augusto. Pãezinhos recém saídos do forno, queijo, ovos de codorna e azeitonas e pepinos que eu dispenso. Ah, ali no meio do picadinho tem uma manteiga para passar no pão, adoro.


Faz pouco tempo que comecei a comer salada efetivamente e uma que me agradou bastante foi  a caesar. Ela é composta por alface americana, queijo ralado, pedaços de pão torrado - conhecidos como croutons - e o molho caesar. Até tentei fazer em casa essa salada, mas não deu muito certo porque eu não tinha todos os ingredientes. Aqui tem a receita que usei, caso alguém tenha interessa em fazer.

O prato veio cheio de alfaces e croutons, só que o pessoal se apressa na hora que chega a comigo, aí complicam as minhas fotos :P


Meio junto com a salada vem a massa à carbonara. Esta massa é uma delicinha, bem gordurosa cheia de bacon e queijo. Desta vez eu achei que exageraram um pouco no tempero verde, normalmente não vem tanto assim.


Para finalizar, adivinheeeem? Um doce bem doce. Torta de sorvete de chocolate com calda de chocolate. Para mim, é a melhor sobremesa que existe na face da terra. Sério! hahaha


Como escrevi acima, o augusto é antigo e possui coisas que só tem lá, o orelhão é uma delas. Siiim, já repararam? É ao lado dos banheiro. Afinal, celular nem sempre existiu. Outro item que eles mantém são alguns pratos personalizados, como este aqui do couvert:


Além, obviamente do bom atendimento dos garçons (incomum em Santa Maria), sempre com suas gravatas borboletas. Esta foto roubei do site e ela é antiga, mas o uniforme continua o mesmo e pelo menos quatro destes aqui abaixo ainda trabalham por lá.


Jantar no Augusto é certeiro, sem surpresas. Quer comodidade, tradicionalismo, atendimento e comida boa? Este é o local.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A cara do 13

A celebridade cultural do blog hoje é Ruth Péreyron, conhecida também como Dona Ruth, Diretora do seu, do meu, do nosso Theatro Treze de Maio. Apesar de ser farmacêutica de formação, Ruth sempre esteve envolvida com a cultura indiretamente, pois sua mãe é Eva Sopher, diretora do Theatro São Pedro de Porto Alegre desde 1975. Porém, foi com o Treze e a função de reabrí-lo na década de 90 que fizeram ela cair de cabeça na área cultural e ser nomeada diretora.

Uma das palavras que define Ruth é simpatia. Não me lembro de nenhum dia que tenha ido ao Theatro e ela não estava recebendo o público sorridentemente, exalando carisma. Isso sim é ser diretora, é estar presente aos olhos de todos.

Vamos lá aos itens identitários da nossa celebridade! Adoro essa tag, pois eu apenas digo para a pessoa me mostrar as suas chaves, agenda e celular, mas os convidados sempre vem com uma surpresa.


Agenda: De couro verde cheia de papeis dentro, inclusive obviamente a programação do teatro.
Cell phone: Básico. Inclusive é igual ao de Carlos Urbim! Vejam só, super tendência este modelo da Nokia.
Keys: Do Theatro! E tem um plus que não sei se é um pen drive ou um mp3.
Caixa decorativa: Presente da vereadora Sandra Rebelato. É uma caixinha personalizada que tem como estampa a foto do Theatro, onde Ruth guarda cartões dos produtores e artistas que passaram por lá. Vale ouro.

Digitei Ruth Péreyron no Google e apareceu esta entrevista feita com ela em 2009 no canal 20 da net. São cinco minutos de informações sobre o Theatro, tá bem legalzinho.



See ya.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

The huge Paul

Gente, ainda estou um pouco dormindo e sonolenta, mas prontinha para postar as minhas impressões do show do Paul McCartney que aconteceu ontem no Beira Rio.

Confesso que eu estava super na dúvida se ia ou não, porque show em estádio é uma função e sempre tem a possibilidade de se estressar. Mas daí pensei, o cara tá na faixa dos 70 anos, eu provavelmente nunca vou ter outra possibilidade de vê-lo, então vamos lá! Mamis conseguiu comprar os ingressos na internet e fomos pela excursão da Schumacher Tur. Ônibus novinho e muito confortável, não tinha gurizada então foi uma viagem tranquila. Saímos de Santa Maria a uma da tarde, mas só nos encaminhamos para a fila lá pelas 18h. Chegando nos arredores do Beira Rio, não tinha uma alma viva da organização do espetáculo para indicar filas e dar informações, estava tudo uma bagunça, gente furando, filas com dois finais e um calor do cão. Caos.

Ah, também não existia nenhum tipo de lixeira.
Legal, né? Tinham algumas cartas. Espero que chegue até ele.
Depois de um tempo procurando o final da fila do portão 7, chegamos em uma serpentina de pessoas que não sabiam mais para onde ir. Sei que deu um tumulto, duas filas se mesclaram e acabamos entrando no estádio uns 20 minutos depois disso. Acho que o pessoal da organização sabia que ia dar bolor, então para apaziguar os ânimos foram distribuídas à todos que entravam, paninhos que marcavam o show. Um pequeno agrado, considerei positivo.

serpetina.
Lencinho de lembrança.
Multidão!
Bom, quando entrei já tinha muita gente, poucos lugares sobravam nas arquibancadas e a pista já estava parcialmente cheia. Parecia que nunca iria parar de entrar mais e mais pessoas, até que, pouco depois das 21h, o público presente parou tudo que estava fazendo para focar as atenções na entrada de Paul no palco e nos imensos telões que mostravam com detalhes a imagem perfeita do cantor. 

Muito carismático, o ex-beatle tocou 35 músicas variadas (!) de seus 50 anos de carreira (!) ao longo das quase 3 horas de show (!). Não é pra qualquer um, né? A forma física impressiona, sem tomar um gole de água no palco e muito menos deixar o mesmo apenas com os músicos. Homenagens a Lennon e George, canções românticas e emocionantes, com uma pitada de fogos de artifício e dois bis fizeram com que as mais de 50 mil pessoas chorassem e gritassem como nunca. Ainda mais as duas meninas que subiram ao palco para terem seus braços autografados por McCartney para que virasse uma tatuagem. Ficou para a história do Rio Grande do Sul as frases ditas pelo próprio Paul "mas bah, tchê" e "obrigado, gaúchos". Amazing.

Fogos1
Fogos2 (que liiinda essa foto que eu tirei, aparece os fogos e o Paul tocando piano :D)

Aqui tem uma montagem dos melhores momentos do show, música por música.


As meninas sendo assinadas. Melhor tattoo da vida delas, right?
by Paul McCartney.
Com o telão, até parecia que ele estava tocando pra mim :P
(essa foto eu tirei do outro lado do estádio e mesmo assim a imagem está ótima!)

Achei esse baita vídeo no YouTube que mostra os fogos e logo após a minha preferida e de outros tantos que cantaram como se fosse um coral, onde o maestro era Paul McCartney, Hey Jude:


Something, para George:


Uma coisinha que lembrei depois que finalizado o post é que estávamos em um show do Paul MacCartney onde o time para qual tu torce não importa. Tinha várias pessoas com camiseta do inter (óbvio, estávamos no estádio do Inter), até aí tudo bem, mas precisa implicar com o pessoal que estava vestido de Grêmio? Que pessoinhas mais ridículas. Teve gente até que foi retirado de onde estava por causa desse comportamento. Total fail.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Flash mobs

Já faz mais de um ano que aconteceu o maior flash mob da história. Foi na abertura da 24ª temporada do programa da Oprah, em Chicago.

"Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social." by wikipedia.

Era para acontecer um show do Black Eyed Peas, mas os produtores do programa convocaram pessoas via redes sociais para fazer uma coreografia. Nos ensaios apareceram cerca de 800 participantes, só que no dia 20 mil pessoas (!) se juntaram à multidão. O vídeo é incrível, eu adoraria ter participado! E você?


Eu estava pensando se já tinha participado de um flash mob, e participei de algo parecido. Fui dois anos seguidos na Zombie Walk, que acredito não ser considerado um flash mob, mas é beeeem legal! Esse evento ainda acontece aqui na cidade? Lembro que o primeiro foi melhor que o segundo, porque ninguém sabia como era e a gente foi andando da gare até a locomotiva. Umas 30 pessoas, eu acho, completas de sangue e sinistras assustavam a galera que estava na rua. haha foi muito tri ;)

Marcha dos zombies na Rio Branco

1º Zombie Walk - na Locomotiva

Pós 2ª Zombie Walk, no Mc (um dos momentos mais engraçados ever!)

Créditos da última foto: Fernanda Bona
Créditos da primeira e segunda foto: ? (acho que peguei do orkut de alguém uns anos atrás)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Green Day - p. 2 - "no evento"

Para não passar tanto tempo após o show, aqui vai o post. A parte 1, que resume alguns fatos antes de entrar no Gigantinho encontra-se aqui.

Enchendo...
Superguidis
Entrei no ginásio muito emocionada com a situação de ver o Green Day. Decidi ficar na pista, mas bem no fundo para não passar sufoco nem apertos. Tomei uma, duas, três cervejas e continuei ali. A banda de abertura era Superguidis e estava marcada para começar às 21h e o show principal às 22h. Pouco antes das nove, Superguidis subiu no palco e tocou em frente aos instrumentos do Green Day que estavam cobertos por um tecido preto. O show de abertura não foi empolgante, mas eles marcaram presença e tocaram alguns de seus sucessos para um público de 12 mil pessoas que ainda estava preenchendo todos os cantos do local. Os integrantes da banda finalizaram sua apresentação com frases do tipo "obrigada por não nos vaiarem". Eles estavam indo tão bem, acho que não precisavam ter se rebaixado e dito isso.

Foi em meio a banda gaúcha que notei que não enxergaria nada no lugar onde estava. Eis que vi uma brecha no final da arquibancada, junto à grade. E para ali eu fui. Nesse meio tempo perdi algumas companhias e achei outras. Fiquei ali parada escutando aquelas maravilhosas (not!) músicas ambientes que são colocadas antes dos shows, quando de repente começa a sair das caixas de som "song of the century". Nesse momento os milhares de fãs presentes gritavam histericamente e, emendado a esta música, para surpresa de todos, 20 minutos antes do esperado, Billie Joe, Mike Dirnt e Tre Cool invadem o palco tocando "21st century breakdown". Gente, sério, as pessoas foram a loucura  total (eu junto!), como se aliens estivessem invadindo NY ou Elvis tivesse voltado à vida!

Vídeo da abertura do show, vale a pena conferir.


Bem no comecinho.

"she" e "basket case", sente só a empolgação da galera!



Fã ganhando a guitarra!
Na sequencia do espetáculo, fãs subiam no palco, abraçavam e beijavam Billie Joe. Nunca vi tanta interação com o público, desde o contato direto até as máquinas de jogar papel higiênico e as chuvas de papeis do Green Day. Fogos de artifício, fumaça e explosões de fogo faziam a cabeça das crianças, pais e avós tomados pela emoção, ainda mais da menina que ganhou a guitarra do Billie (SIIIIIIIIIIIIIIM, ele chamou uma guria qualquer para cantar e ela acabou levando pra casa a guitarra dele!). Nessa emoção toda, por um impulso, eu decidi que queria estar lá na frente e sentir mais do felling incrível que estava no ar. Bravamente fui ultrapassando pessoas, quando por sorte uma roda punk surgiu, abrindo espaço. Eu me enfiei nela, até que consegui atravessar o estádio e ficar a dois metros do palco. Fazia um tempo que eu não ficava no meio do burburinho, morrendo sufocada e super feliz :D uns amigos foram comigo e me levantaram várias vezes. Não tem preço tu abanar para um artista que gosta muito e ele abanar de volta. O quanto ridículo e infantil isso possa parecer, essa mini sensação de proximidade faz ganhar todo o show. Além de tocarem todos os sucesso do Green Day, ainda fizeram cover de AC/DC e Beatles. Pulei, gritei, berrei e fui amassada, até que não consegui mais aguentar. Eu estava sufocada pelo suor do bando de homens que estavam lá na frente e com muita dor no pescoço de ficar olhando pra cima porque eu era a menor pessoa no bolor.

Tocando cover.
Para finalizar, duas lentinhas que não sei como essa pessoa filmou tão perto de tão longe.


Fragilizei e saí. As últimas três músicas eu estava tomando uma água lá fora. Credo, como valeu a pena ter ido para pertinho do palco, sem palavras. 

Fim do post número 2.

domingo, 26 de setembro de 2010

Dedé Santana em Saint Mary City

Bem desinformada, não sabia que o Dedé Santana estava na cidade. Fui almoçar na Bela Trento e do nada um dos ex-trapalhões passa por mim. Ele estava de óculos de sol e camisa jeans e foi reconhecido por algumas pessoas que pediram para tirar foto. Ratiei muito, deixei a digital no carro e fiquei sem foto, se não tirava uma com meu ídolo de infância, certamente!

Foto by Google
Santa Maria é um sucesso!