quinta-feira, 3 de maio de 2012

Bye bye Chiang Mai

Mal cheguei e já estou saindo de Chiang Mai. Acabei que não fui pro Camboja, vim pro norte da Tailândia em uma cidade chamada Chiang Mai, mais turística que Goa. Viajar é assim, quando se quer fazer muitas cidades em um tempo não tão grande. E hoje já me vou pro Laos, 7 horas de ônibus e dois dias de barco, incluindo uma passada na fronteira e uma noite numa vila. Sábado à noite chego em Luang Prabang, ainda sem saber o que fazer por lá, mas vou ter três dias para estudar o meu guia do sudeste asiático, acho que dá tempo né? ;)

Agora, o que fazer em Chiang Mai? Tudo e mais um pouco. Aqui tem milhares de atividades para escolher e eu escolhi tirolesa, conhecer as long-neck, ir a uma luta tailandesa, visitar templos e festiar. Vamos por partes.

Templos:
Nenhuma grande novidade, porque o que mais vi na Índia foram templos, mas agora eles não são hindus, são templos budistas. E muuuuito ouro!




O templo mais antigo da cidade, parte dele foi destruído.







Long-neck:
Tem uma vila mega turística aqui que é destino certeiro dos visitantes, a vila das mulheres de pescoço longo de Myanmar. Elas vieram do país vizinho e continuam com a cultura de colocar anéis no pescoço por causa dos turistas, fato triste. A coluna delas é torta, os ombros são achatados e o peso dos anéis é absurdo.




Alucinando com as criancinhas


Pesadaço!


Elas passaram batom em mim e ficou o dia inteiro! esqueci de perguntar a marca hahaha
 E depois fomos em uma caverna que daqui uns dias estará inundada pela chuva.





aaaaaaaaaaahhhhhh estou mega atrasada, as outras atividades ficam para o próximo post! Queria escrever muito mais, explicar muito mais, mas to numa corrida contra o tempo.

Mando notícias depois do barco :)

Beijos!

sábado, 28 de abril de 2012

E já é sábado

Era pra mim estar indo hoje de manhã para o Camboja, só que eu amei Bangkok, com certeza poderia viver aqui por um tempo. Bom, decidi ficar por mais dois dias e acho que não vou mais pro Camboja, pelo menos não agora, to pensando em ir pro norte da Tailândia primeiro. Não tenho dúvida que o meu roteiro semi-planejado ainda vai mudar diversas vezes...

E como já é sábado, este é o meu terceiro dia de viagem, terceiro dia de Tailândia, terceiro dia de mochilão. Eu estava meio assim de viajar sozinha, mas jamais iria deixar de viajar por estar sozinha. E desde que cheguei fiquei sozinha poucas horas, foi o que me disseram: "Lia, tu vai conhecer tanta, mas taaanta gente que nunca vai ficar sozinha." Exatamente isso e ontem foi a maior prova dessa frase.

Saí do meu single room tenebroso sem janelas e com um ventilador capenga para um dormitório com outras cinco pessoas e ar-condicionado, thanks god! No momento que entrei no quarto conheci um francês, 3 minutos depois uma menina da República Tcheca e à noite estávamos eu, o francês, a tcheca, uma menina da Finlândia (!), um espanhol e uma irlandesa tomando coquetéis no bar mais incrível que eu vou ir na minha vida. Moon Bar, a céu aberto, no topo de um dos prédios mais altos da cidade. A vista? Não poderia ser mais linda...






quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tailândia de taxi

Porque os táxis tem taxímetro e não precisa brigar - tanto - pelos preços e o melhor, são ROSAS!





Primeiras impressões: Bangkok é limpíssima, acho que tava tão acostumada com a sujeira indiana que ao ver algo limpo fiquei chocada hahaha os tailandeses são uns amores, as mulheres se vestem que nem umas bonecas chiquérrimas e o trânsito é mega organizado, desde que cheguei escutei apenas UMA buzinada :O

To numa guest house no centrão turístico da cidade e passei o dia inteiro no hotel, agora que tá menos calor vou dar uma volta porque uns 20 minutos atrás estava 35 graus... (nada que eu já não tenha passado em santa maria né hahaha)

Saí da Índia

e vim parar na Tailândia! Cheguei a poucas horas em Bangkok e por aqui fico apenas alguns dias antes de embarcar no meu próximo destino, Camboja. Estou fazendo um mochilão, meio sem datas, mas com destinos definidos e o máximo de dois meses para ir a todos os lugares que quero.

Com um orçamento apertado, muita coragem e vontade vou fazer esta experiência asiática ficar ainda mais incrível, porque só a Índia já não era mais o suficiente pra mim, eu queria mais, eu quero mais e espero que continue sempre querendo. O mundo é grande para ficarmos acomodados no nosso sofá vendo TV ou na cadeira do nosso escritório em frente ao computador.

Deseje mais e nunca tenha medo de tentar. E se esforce, mas se esforce de verdade antes de dizer que não dá ou não consegue.

Ah, e reclame menos, please, pro seu bem e pro bem da humanidade.

Ficam as dicas.

Fotos do meu último dia em Goa. Ótimo encerramento.

Meu último por do sol.

Fotinho com o staff top top

E olhem isso que um cara pegou na praia :O ele tem até dentes!
Beijos tailandeses!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

25 dias sem sutiã

Num dia qualquer de janeiro, conversando com uma daquelas amigas da vida pelo skype eu falei: “Tonha, vem pra Índia! Com 5 mil reais tu paga as passagens e a gente viaja tranqüilo!”. Foi questão de minutos pra mãe da Tonha aparecer no skype e falar: “Lia, se é 5 mil eu mando a Antônia!”. Eu a Antônia nos olhamos chocadas e vibramos. Será mesmo?

Na metade de fevereiro eu fui buscar a amiga da vida no aeroporto de Mumbai, ainda sem acreditar. Achei que ela tinha saído pela porta e saí correndo atrás, mas não era ela porque eu falei repetidas vezes para não sair daquele aeroporto sem me encontrar. Passaram-se 10 minutos e um rosto familiar, alegre e um pouco assustado com sua mala de zebra e mochila da Kipling surge como um fantasma. Subi num banco e gritei seu nome. Fomos ao encontro uma da outra e abracei-a tanto, tanto, tanto como se ela tivesse trazido todas as lembranças e energias da minha cidade Santa Maria à Índia.

Eu bem feliz esperando no aeroporto

O momento do abraço ;~)

aaaaaaaaaaaai
Chorei. Choramos.

Ainda desnorteada, barganhei o rickshaw e fomos para a minha casa, o meu lar nos últimos 3 meses e meio. Lembro de cada segundo como se fosse um minuto atrás. Neste dia se deu o início do que intitulamos “25 dias sem sutiã”. Ai Lia, que título estranho e pornográfico. Não minha gente, é porque ela esqueceu sutiãs mesmo e fez toda a nossa viagem apenas com um top. Mulherada vai entender o quanto isso foi sofrido hahaha

Isso aconteceu numa madrugada. No dia seguinte compramos o restante de nossas passagens pela Índia, trocamos dinheiro e andamos muito de trem e de rickshaw que, para a Antônia foi emocionante, ela ria sem parar e eu ria dela porque pra mim já era algo normal de se fazer. Os olhares, o aperto, a luta para entrar no trem, o calor. Hoje eu rio do que sentia medo ao chegar nesta Índia vida loca.

Já o segundo dia de Antônia aqui foi o início da nossa viagem, uma viagem inesquecível. Se ela não tivesse vindo eu teria feito o mesmo caminho sozinha ou com alguma outra pessoa, mas fazer com uma daquelas poucas pessoas que te conhecem mais do que tu mesma, uma daquelas que sabe todas as tuas manias e que tu não via nos últimos 4 meses, sendo que na tua cidade vocês se viam quase todos dias... ahhh é algo difícil de descrever, no mínimo incrível.

Um amigo de Mumbai disse “curte a sua amiga porque não é qualquer um que atravessa o mundo só pra te ver”. Eu curti :)

E thanks Marianella que foi comigo no aeroporto e tirou as fotinhos ;*

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Compartilhando.

Estava navegando na internet e ontem um link me chamou mais a atenção do que o normal. Uma pessoa, um projeto e a vontade de compartilhar. Provavelmente esta pessoa, Clarissa, vai ficar surpresa com o meu compartilhamento aqui deste projeto, mas a vontade dela de fazer acontecer é tão grande que seria egoísta da minha parte deixar passar.

O projeto é o Guerreiros Sem Armas, que eu já conheço faz alguns anos e até tinha pensado em me inscrever meio que sem propósito. Ainda bem que não o fiz, pois mesmo se fosse aceita e tivesse o dinheiro não saberia como compartilhar depois. Mas o que é isso? Guerreiros sem Armas é um projeto no qual 60 jovens de origem internacional se reúnem na Baixada Santista para...

"Nosso objetivo é iniciar jovens de ação no caminho dos Guerreiros Sem Armas. Em outras palavras, queremos, por meio da experiência prática, oferecer a cada participante, subsídios para propor soluções e desenvolver projetos em suas cidades, regiões e países, que respondam aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos, respeitando a identidade própria de cada povo ou comunidade.
Durante um mês você trabalhará em uma comunidade, para a qual pensará e executará um projeto mobilizando recursos e talentos locais e que atenda a um sonho coletivo dos moradores.
Além da atividade nas comunidades, o programa contempla palestras temáticas e jogos vivenciais conduzidos por lideranças indígenas que, a partir de sua tradição, apresentarão o “Caminho do Guerreiro” associado aos 4 elementos: Terra, Água, Fogo e Ar."

A questão é que Clarissa foi aceita neste projeto, mas precisa desembolsar 5 mil reais para participar (ouch! achei carinho, mas não vem ao caso se acho caro ou não no momento). E aí que ela abriu uma "conta" no catarse pro pessoal ajudar ela a arrecadar a grana e quem sabe este meu post incentive algumas pessoas a fazer parte deste projeto com ela. Compartilhar já está valendo :)

Sabe o que realmente me tocou que fez isto virar um post? Um post no blog da Clarissa onde ela se introduziu e eu me senti parte daquilo (e estou lá mesmo hahah), feliz por ela e com ela, com vontade de mudar alguma coisa também, de fazer acontecer. Adorei uma frase que ela escreveu sobre pessoas que ela conhece todos os dias "pessoas que lutam pelo que querem, persistem naquilo que acreditam e são desapegadas com suas próprias ideias para tentar entender a do outro". Genial.

Para ajudar a Clarissa, clique neste link aqui, vai direto pro projeto dela na plataforma Catarse. O link para o blog dela é este, lá da pra conferir o que ela já fez até o momento para participar do Guerreiros sem Armas.

Compartilhando, Lia.

Uma postagem

“Lia, posta alguma coisa da nossa viagem!”, diz a Antônia quase todos os dias pra mim. Eu sei, eu sei que deveria postar mais, mas hoje penso que tenho outras prioridades e infelizmente o blog não é uma delas. Não pelo motivo de não querer compartilhar mais as minhas andanças com o mundo, é que agora eu estou moldando o resto da minha vida. Ui, moldando a tua vida? É,  estou num momento que não me sinto mais tão perdida ou numa clichê crise de identidade, eu sinto que estou me achando e estou tão feliz por isso. Eu precisei sair da minha zona de conforto, aceitar desafios diariamente e encarar dilemas. Não foi fácil, digo, não está sendo fácil e não espero que seja, jamais esperei. Qual é a graça de fazer só coisas fáceis, não é mesmo?

Com certeza recomendo a todos uma viagem a um lugar desconhecido, viver ao menos alguns dias sem o luxo que temos em casa, desvendar paraísos e conhecer pessoas novas. 

O meu paraíso no momento ainda é a praia de Goa, na Índia. Continuo aqui por mais duas semanas e neste meio tempo completo meus seis meses fora de casa, dia 14 de abril.

Só pra não dar uma de chatonilda, compartilho algumas fotos – de celular – de uma caminhada na praia que fiz esses dias e outras.

Restaurante do hotel que trabalho.

Visão do bar... todos os dias.

Pôr-do-sol.

Meninos do bar montados pra festinha russa hahaha

Pessoal do staff viciado em xadrez!


Casa na praia. Bom, né?

Caranguejo, socorro!

Close nele.

Curtindo a caminhada :)

Começa assim...

E termina assim. Ao invés de ir até a água, o sol desaparece.

E não é que a menina que não suportava praia agora vai chorar quando ficar longe de uma? É minha gente, a vida voa e as pessoas mudam.

Beijos e até mais.